10/10/2013

Há palavras

Há palavras que de tão inesperadas,
nos bloqueiam o pensamento como um vírus,
paralisam-nos o corpo como um veneno.
Não são as boas essas palavras.
São duras como a água do oceano,
impenetráveis como o ar em movimento.
Tal como os elementos se transformam no oposto de si,
também nós endurecemos num oposto de nós.
E as palavras que de tão duras se transformam em dor,
são agora outra coisa que não nos deixa ser apenas água e ar,
são espadas inertes que nos trespassam inclementes.
Abrandemos então a roda do mundo,
antes que esta nos triture os ossos e nos quebre a alma.

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