30/03/2010


atrás de milhões de ligações
de fibras digitais e cabos ópticos
estão os dedos que pertencem às mãos que pertencem aos braços que pertencem ao corpo que pertence à cabeça que amo
dizes
já não sei viver sem ti
um dia depois do outro, depois do outro e do outro
é tudo o que temos
num cúmulo virtual
perdidos em palavras
estamos cada vez mais ténues
cada vez mais brandos
falamos de pele e de tudo o que é real
como se alguma vez pudéssemos
aqui
sei do vento no meu cabelo
e do teu sorriso

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