quero esse amor
de olhar nos olhos e derreter
de tudo ver
mão na mão
do coração
quero esse amor limpo e forte
de ágeis músculos a dançar
de caminhar
de respirar
do meu ventre ver nascer
amor de infinito gesto
quero voltar depressa a um novo dia
do olhar sério e profundo
de quem já nasceu antigo
do braço,
do peito,
alegria
quero-te agora
e para sempre
a tua voz a emudecer
tímida no meu ouvido
um choro bandido
quero tudo de ti
sem demora.
09/03/2013
4:00
disparamos palavras.
estas seguem trajectórias erráticas
despenhando-se em silêncios mudos e magoados
assim, pensamentos límpidos e claros transformam-se
o céu abate-se denso e ruidoso lá fora
solto um grito
impossível dormir
cava-se um vazio tão fundo que me falta o ar
não posso fazer-me ouvir
há um par de horas que deixei de existir
não apareces para me resgatar desta profundeza fria
eu quase a morrer
de te não ter abraçado a mim
estas seguem trajectórias erráticas
despenhando-se em silêncios mudos e magoados
assim, pensamentos límpidos e claros transformam-se
o céu abate-se denso e ruidoso lá fora
solto um grito
impossível dormir
cava-se um vazio tão fundo que me falta o ar
não posso fazer-me ouvir
há um par de horas que deixei de existir
não apareces para me resgatar desta profundeza fria
eu quase a morrer
de te não ter abraçado a mim
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